Já tens a lista pronta.
Já te disseste que desta vez ia ser diferente. Já fizeste promessas, planos, decisões. Já te zangaste contigo mesma várias vezes. E ainda assim, voltaste a cair no mesmo sítio.
E aqui está o que ninguém te explica: não é falta de força de vontade. A força de vontade é, aliás, o que te tem mantido a tentar. O que falha não é a tua determinação. O que falha é estares a aplicar determinação a um sítio errado.
O nó não é o padrão
O padrão é o que tu vês. a relação que repetes, o tipo de chefe que te encontra, a forma como te deixas quando sentes amor.
O nó é o que está por baixo do padrão. É a regra silenciosa que decide, antes de tu decidires, o que tu aceitas e o que tu sabotas. O nó não é o teu problema. O nó é a solução que tu encontraste, em criança, para um problema que já passou.
Mas tu ainda andas a aplicar a solução. E como o problema já não existe, a solução tornou-se o problema.
A boa notícia
O nó não se desfaz com esforço. Desfaz-se com ver. Mesmo. Olhar bem para ele. Saber de onde vem. Reconhecer que aquela regra te salvou e dizer-lhe: já não preciso.
Não é magia. É lento. Mas funciona. E não há outra forma.
A força de vontade não te tira do padrão. Só a consciência tira.
