Há uma coisa que tu fazes sem dares por isso.
Quando começa a correr bem, contraís. Quando o teu corpo se sente confortável demais, encontras forma de te complicares. Quando alguém te diz que mereces, alguma coisa dentro de ti não acredita. Tu chamas-lhe medo. Insegurança. Imposter syndrome.
Não é isso.
É lealdade.
A regra que ninguém escreveu
Em qualquer família, em qualquer sistema, há uma regra silenciosa que diz: ninguém pode ter o que aqui é proibido. Pode ser dinheiro, pode ser amor, pode ser leveza, pode ser sucesso. Tu não escolheste a regra. Recebeste-a por estares lá. Por seres da família.
E o teu corpo, que adora o sistema mais do que qualquer outra coisa, encontra forma de respeitar a regra mesmo quando a tua mente já a quer quebrar.
Tu sabotas-te não por te quereres mal. Sabotas-te porque ter o que os teus não tiveram dói. Sentes que os deixas para trás. E nenhuma parte sã de ti está disposta a fazer isso.
O que se desfaz
A lealdade não se desfaz com determinação. Desfaz-se com ver. Olhar para a tua família ou para o teu sistema e dizer-lhes: eu vou ter o que vocês não tiveram. Não em vez de vocês. Por vocês.
Quando o teu sucesso se torna uma forma de honrar o que eles não puderam, a culpa baixa. O nó solta-se um pouco.
Não vais deixá-los para trás. Vais levá-los contigo.
